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Poupança nos juros

DESDE SETEMBRO A EURIBOR A SEIS MESES CAIU PARA MENOS DE METADE

Os portugueses cuja prestação da casa será revista já em Abril têm muitas razões para estar satisfeitos: só com a redução da Euribor a seis meses, principal taxa de juro utilizada no crédito à habitação, desde Setembro passado a mensalidade paga ao banco, por um empréstimo de 100 mil euros, irá sofrer uma redução de 295 euros. Com esta descida histórica das taxas de juro, as famílias poupam quase 1800 euros em seis meses, valor que representa mais de metade do que gastavam em igual período com a taxa de juro que têm neste momento.

Quando a crise financeira explodiu com intensidade, em meados de Setembro de 2008, a Euribor a seis meses estava em 5,27%, mas na sexta-feira passada, após mais uma sessão consecutiva em queda, não ultrapassava 1,72%, a taxa mais baixa desde Dezembro de 1998.

Como reduzir o encargo mensal com o crédito à habitação

Há várias hipóteses para reduzir os encargos com o crédito à habitação. O Negócios agregou seis ideias para o ajudar a controlar os seus custos.

ALARGAMENTO DO PRAZO DO CONTRATO

Aumentar o prazo do contrato de crédito vai ajudar a aliviar as constantes subidas de juros. No imediato verá a prestação do crédito diminuir, mas se as taxas de juro voltarem a subir as sua prestação também voltará a aumentar. No final do contrato, terá pago mais ao seu banco pelo empréstimo, mas alivia o orçamento mensal.

Exemplo:

Para um empréstimo de 100 mil euros, com um “spread” de 0,7%, indexado à Euribor a seis meses de Janeiro (2,557%) a prestação correspondente a um prazo de 30 anos é de 435,59 euros.

Um crédito nas mesmas condições mas a 50 anos representa uma prestação de 337,86 euros.

Apesar da diferença mensal ser de quase 100 euros para este caso, no final o alargamento do prazo vai representar muito mais juros.

No final paga 156.812,61 euros para um empréstimo de 100 mil euros a 30 anos, enquanto se alargar o parzo para os 50 anos os 100 mil euros passam a custar-lhe: 202.715,41 euros

O que é a Euribor?

Quer você já tenha estado ou não envolvido numa situação de empréstimo bancário, tendo de recorrer a uma instituição financeira, certamente que a palavra Euribor não lhe é totalmente desconhecida. É com extrema frequência que somos confrontados com notícias nos meios de comunicação social onde o é dada bastante importância a este termo, no entanto, sabe de que forma esta taxa influencia a sua vida? Porque é importante que esteja devidamente informada, saiba então mais sobre a Euribor.

Jornal de Negócios disponibiliza calculadora Crédito à Habitação

O Jornal de Negócios disponibilizou recentemente uma calculadora de crédito à habitação, onde pode efectuar várias simulações para o seu caso, quer tenha ou pretenda contrair um empréstimo.

Nessa calculadora tem disponíveis vários dados, como o montante da prestação, consoante o montante e prazo do empréstimo, a taxa de juro e o “spread” praticado, entre outros que poderá verificar ao experimentar essa “ferramenta”.

Regras mais apertadas nos empréstimos

CRÉDITO PARA CASAS SÓ COM POUPANÇAS

Os bancos estão a apertar as regras para o acesso ao crédito à habitação, mesmo num contexto em que as taxas de juro (Euribor) continuam a baixar. E não são só os spreads que estão mais elevados, já exigem mesmo que quem queira comprar casa tenha um pé-de-meia: entre dez e 15 por cento do valor do imóvel.

Os bancos já não financiam a cem ou mesmo a 110 por cento a compra de imóveis, como acontecia nos anos 90. As precauções na concessão de crédito não são de agora, mas começaram a agravar-se no início de 2008 e foram-se acentuando ao longo do ano.

“Actualmente, já exigem um capital inicial entre dez e 15 por cento”, explicou ontem Manuel Alvarez, responsável da Remax, valores confirmados ao Correio da Manhã por outras fontes do mercado.

Além desta restrição, o Banco de Portugal enumera um vasto conjunto de meios que reflectem esse agravamento: encurtamento da maturidade dos novos contratos, a redução dos montantes concedidos e do rácio entre o valor do empréstimo e da garantia, uma maior exigência quanto às garantias solicitadas, maiores comissões e outros encargos não-relacionados com as taxas de juro e a imposição de outras condições contratuais não-pecuniárias (covenants) mais apertadas.

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