Taxas de juro implícitas nos empréstimos à habitação em queda há três meses

As taxas de juro implícitas no crédito à habitação desceram, em Março, pelo terceiro mês consecutivo, a reflectir as descidas das taxas Euribor nos mercados internacionais.

“A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação atingiu o valor médio de 4,749% em Março, o que representou uma diminuição mensal de 0,566 pontos percentuais (redução de 0,493 pontos percentuais em Fevereiro), situando-se em nível próximo ao de Janeiro de 2007”, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A contribuir para esta evolução esteve o conjunto dos contratos. Os contratos celebrados nos últimos três meses registaram uma descida média de 0,857 p.p. para 4,306%, os celebrados nos últimos seis meses diminuíram 0,704 p.p. para 4,443%, e os celebrados nos últimos 12 meses recuaram 0,631 p.p. 4,389%.

As maiores descidas foram verificadas nos contratos realizados nos últimos três meses, um factor justificado pela

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Risco de crédito

O Banco Central Europeu pode baixar as taxas de juro directoras da Zona Euro para menos de 1%. A Euribor, a taxa de juro cobrada pelos bancos pelo dinheiro que emprestam entre si, deve acompanhar essa tendência. Mas os portugueses endividados não vão beneficiar totalmente com os saldos do dinheiro, porque os bancos portugueses serão obrigados a pagar um maior prémio de risco pelo crédito que vão buscar aos mercados internacionais para emprestar às famílias e empresas portuguesas.

A Moody’s, uma das casas de rating mais importantes ao nível internacional, colocou a nota de crédito dos maiores bancos portugueses em revisão para eventual descida. A baixa de nota de rating é paga com juros mais caros, dificultando a vida às empresas e tornando mais difícil o aceso ao crédito dos particulares. A Moody’s alerta para maior probabilidade de ocorrência de situações de incumprimento do crédito. Apesar destas

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Taxa de juro para habitação em queda

SEGUNDO MÊS CONSECUTIVO

A taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação acentuou em Fevereiro a tendência de queda, pelo segundo mês consecutivo, recuando para os 5,315 por cento, menos 0,493 por cento do que em Janeiro, de acordo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Por sua vez, os contratos de crédito para aquisição de terreno destinado à construção de habitação sofreram uma quebra de 0,414 por cento, deslizando para os 5,285 por cento. Nos contratos para construção de habitação registou-se uma redução de 0,472 por cento, para 5,375 por cento.

Finalmente, nos contratos para aquisição de habitação registou-se uma queda de 0,497 por cento, para 5,302 por cento.

No mês de Fevereiro, o valor médio de capital em dívida no total dos contratos de crédito à habitação em vigor atingiu 55.134 euros, mais 175 euros que

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Poupança nos juros

DESDE SETEMBRO A EURIBOR A SEIS MESES CAIU PARA MENOS DE METADE

Os portugueses cuja prestação da casa será revista já em Abril têm muitas razões para estar satisfeitos: só com a redução da Euribor a seis meses, principal taxa de juro utilizada no crédito à habitação, desde Setembro passado a mensalidade paga ao banco, por um empréstimo de 100 mil euros, irá sofrer uma redução de 295 euros. Com esta descida histórica das taxas de juro, as famílias poupam quase 1800 euros em seis meses, valor que representa mais de metade do que gastavam em igual período com a taxa de juro que têm neste momento.

Quando a crise financeira explodiu com intensidade, em meados de Setembro de 2008, a Euribor a seis meses estava em 5,27%, mas na sexta-feira passada, após mais uma sessão consecutiva em queda, não ultrapassava 1,72%, a taxa mais baixa

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Como reduzir o encargo mensal com o crédito à habitação

Há várias hipóteses para reduzir os encargos com o crédito à habitação. O Negócios agregou seis ideias para o ajudar a controlar os seus custos.

ALARGAMENTO DO PRAZO DO CONTRATO

Aumentar o prazo do contrato de crédito vai ajudar a aliviar as constantes subidas de juros. No imediato verá a prestação do crédito diminuir, mas se as taxas de juro voltarem a subir as sua prestação também voltará a aumentar. No final do contrato, terá pago mais ao seu banco pelo empréstimo, mas alivia o orçamento mensal.

Exemplo: Para um empréstimo de 100 mil euros, com um "spread" de 0,7%, indexado à Euribor a seis meses de Janeiro (2,557%) a prestação correspondente a um prazo de 30 anos é de 435,59 euros. Um crédito nas mesmas condições mas a 50 anos representa uma prestação de 337,86 euros. Apesar da diferença mensal ser de quase 100 euros para este
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O que é a Euribor?

Quer você já tenha estado ou não envolvido numa situação de empréstimo bancário, tendo de recorrer a uma instituição financeira, certamente que a palavra Euribor não lhe é totalmente desconhecida. É com extrema frequência que somos confrontados com notícias nos meios de comunicação social onde o é dada bastante importância a este termo, no entanto, sabe de que forma esta taxa influencia a sua vida? Porque é importante que esteja devidamente informada, saiba então mais sobre a Euribor. O termo Euribor surgiu no ano de 1999 e é utilizado para fazer referência ao conceito Euro Interbank Offered Rate, consistindo-se na taxa de juro média praticada em empréstimos interbancários em euros (entre as instituições bancárias inseridas no painel de bancos – cerca de 57 bancos). A Euribor, ao contrário de tantas outras taxas, não tem um carácter definitivo e fixo, pois varia conforme o prazo a que se refere, podendo diferenciar-se um...

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