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Taxas Euribor em queda há 15 sessões

As taxas Euribor voltaram hoje a recuar nos prazos mais utilizados como indexantes nos créditos à habitação dos portugueses, com a taxa a 3 meses a descer pela 15ª sessão consecutiva.

A Euribor três meses reforçou o mínimo histórico ao ceder 0,1 pontos base para 0,669%. A taxa Euribor seis meses, que é a principal indexante no crédito à habitação, também voltou a reforçar o seu mínimo histórico nos 0,965%, registando também uma queda de 0,1 pontos base.

A taxa a 12 meses ficou estável nos 1,222% e no prazo de 9 meses a Euribor permaneceu nos 1,094%.

Bancos usam mudanças nos contratos para aumentar “spread”

Rute Braga, nome fictício, divorciou-se e decidiu ficar com a habitação do casal. Como a casa tinha uma hipoteca, teve de alterar o contrato. O banco quadruplicou-lhe o “spread” do empréstimo, aumentando-lhe a prestação.

O divórcio é apenas uma das situações que estão a levar a um aumento da margem que os bancos cobram sobre as taxas de juro dos créditos. Alargar o prazo do contrato ou mudar para taxa fixa são outras alterações que são aproveitadas para exigir um “spread” mais elevado.

BCE não deve mexer nas taxas de juro

O FMI concorda com a estratégia que tem sido seguida pelo Banco Central Europeu (BCE) e com os sinais de que não tenciona mexer nas taxas de juro. Não é tempo de encarecer o crédito, frisa o economista-chefe da instituição para a Europa, até porque no horizonte não há nada que possa ser interpretado como uma ameaça à estabilidade dos preços.

Na gestão da política monetária, BCE “tem sido prudente, como sempre. Não tem sinalizado que irá retirar em breve flexibilidade à sua política monetária, e é assim que deve ser”, diz Marek Belka, referindo-se às taxas de juro de referências, que estão, desde Maio, fixadas no mínimo histórico de 1%.

Prepare-se para a subida das taxas de juro

As taxas de juro estão em mínimos históricos, mas esta realidade está próxima de conhecer o seu fim. Apesar de se prever que o Banco Central Europeu (BCE) só volte a subir os juros no segundo semestre do ano, a verdade é que as Euribor, os indexantes mais usados no crédito à habitação, vão começar a subir antes. E, no final de 2010, deverão estar muito próximas dos 2%, o dobro do actual nível.

Taxas de juro implícitas nos créditos à habitação caem para novos mínimos

As taxas de juro implícitas nos contratos de crédito à habitação voltaram a cair, em Outubro, atingindo novos mínimos históricos. A descida destas taxas está a reflectir a queda das taxas Euribor, os indexantes mais usados no crédito à habitação em Portugal.

“Em Outubro de 2009, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação situou-se em 2,211%, inferior em 0,149 pontos percentuais (p.p.) à registada no mês anterior e menos 3,765 p.p. que no início do ano, correspondendo ao 10º mês consecutivo de redução”, realça o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A tendência de queda foi registada no conjunto dos prazos. Os contratos celebrados nos últimos três meses registaram uma descida de 0,094 p.p., para 2,277%, os celebrados nos últimos seis meses reduziram a taxa em 0,120 p.p. para 2,195% e os realizados nos últimos 12 meses viram os juros recuar 0,142 p.p. para 2,215%.

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