Taxas Euribor em queda há 15 sessões

As taxas Euribor voltaram hoje a recuar nos prazos mais utilizados como indexantes nos créditos à habitação dos portugueses, com a taxa a 3 meses a descer pela 15ª sessão consecutiva.

A Euribor três meses reforçou o mínimo histórico ao ceder 0,1 pontos base para 0,669%. A taxa Euribor seis meses, que é a principal indexante no crédito à habitação, também voltou a reforçar o seu mínimo histórico nos 0,965%, registando também uma queda de 0,1 pontos base.

A taxa a 12 meses ficou estável nos 1,222% e no prazo de 9 meses a Euribor permaneceu nos 1,094%.

As taxas Euribor têm evoluído em tendência de queda, com o presidente da autoridade da monetária a sinalizar que a taxa de juro de referência iria permanecer inalterada nos próximos meses, uma vez que a recuperação da economia continuará a ser moderada.

Os economistas esperam que

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Bancos usam mudanças nos contratos para aumentar “spread”

Rute Braga, nome fictício, divorciou-se e decidiu ficar com a habitação do casal. Como a casa tinha uma hipoteca, teve de alterar o contrato. O banco quadruplicou-lhe o "spread" do empréstimo, aumentando-lhe a prestação.

O divórcio é apenas uma das situações que estão a levar a um aumento da margem que os bancos cobram sobre as taxas de juro dos créditos. Alargar o prazo do contrato ou mudar para taxa fixa são outras alterações que são aproveitadas para exigir um "spread" mais elevado.

Para facilitar a renegociação, o Governo aprovou em 2008 nova legislação a impedir a cobrança de comissões. Renegociar um contrato de crédito nunca foi tão fácil, depois das comissões de negociação terem sido abolidas pelo Governo. Mas, com a crise financeira, os bancos estão agora a praticar condições de financiamento mais exigentes. O que acaba por travar as negociações.

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BCE não deve mexer nas taxas de juro

O FMI concorda com a estratégia que tem sido seguida pelo Banco Central Europeu (BCE) e com os sinais de que não tenciona mexer nas taxas de juro. Não é tempo de encarecer o crédito, frisa o economista-chefe da instituição para a Europa, até porque no horizonte não há nada que possa ser interpretado como uma ameaça à estabilidade dos preços.

Na gestão da política monetária, BCE “tem sido prudente, como sempre. Não tem sinalizado que irá retirar em breve flexibilidade à sua política monetária, e é assim que deve ser”, diz Marek Belka, referindo-se às taxas de juro de referências, que estão, desde Maio, fixadas no mínimo histórico de 1%.

O que é de esperar é a “retirada de algumas medidas monetárias não-convencionais quando a economia o permitir”, precisa o responsável do FMI, em alusão à flexibilidade extraordinária oferecida pelo BCE aos bancos em termos

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Prepare-se para a subida das taxas de juro

As taxas de juro estão em mínimos históricos, mas esta realidade está próxima de conhecer o seu fim. Apesar de se prever que o Banco Central Europeu (BCE) só volte a subir os juros no segundo semestre do ano, a verdade é que as Euribor, os indexantes mais usados no crédito à habitação, vão começar a subir antes. E, no final de 2010, deverão estar muito próximas dos 2%, o dobro do actual nível.

Este é, pelo menos, o cenário que está a ser traçado pelos próprios bancos. De acordo com as Forward Rate Agreement (FRA), que não são mais do que taxas de juro negociadas pela banca entre si para o futuro, a Euribor a seis meses deverá situar-se em torno dos 1,95%, em Dezembro de 2010. Este valor compara com o actual nível de juros, que se encontra em 0,9%. E qual é o impacto

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Taxas de juro implícitas nos créditos à habitação caem para novos mínimos

As taxas de juro implícitas nos contratos de crédito à habitação voltaram a cair, em Outubro, atingindo novos mínimos históricos. A descida destas taxas está a reflectir a queda das taxas Euribor, os indexantes mais usados no crédito à habitação em Portugal.

“Em Outubro de 2009, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação situou-se em 2,211%, inferior em 0,149 pontos percentuais (p.p.) à registada no mês anterior e menos 3,765 p.p. que no início do ano, correspondendo ao 10º mês consecutivo de redução”, realça o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A tendência de queda foi registada no conjunto dos prazos. Os contratos celebrados nos últimos três meses registaram uma descida de 0,094 p.p., para 2,277%, os celebrados nos últimos seis meses reduziram a taxa em 0,120 p.p. para 2,195% e os realizados nos últimos 12 meses viram os juros recuar

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Euribor a 6 meses inalterada em vésperas de reunião do BCE

A Euribor a 6 meses, o indexante mais utilizado pelos portugueses no crédito à habitação, manteve-se hoje inalterada no mínimo histórico de 1,010 euros, na véspera da reunião dos membros do conselho de governadores do BCE para decisão dos juros.

As restantes taxas de juro que servem de referência aos empréstimos contraídos junto da banca, a Euribor a 3 meses e a 12 meses, voltaram a recuar na sessão de hoje.

A Euribor a 6 meses manteve-se nos 1,010 euros, enquanto a Euribor com maturidade mais curta, de 3 meses, desceu para os 0,740 euros, o nível mais baixo de sempre. Também a fixar um novo mínimo histórico esteve a Euribor a 12 meses, ao cair para 1,225 euros.

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