Crédito malparado dispara

Os tempos são de crise, mas nem isso impede os portugueses de irem às compras e pagar a crédito. Os problemas vêm depois. Segundo dados ontem revelados pelo Banco de Portugal, que se estendem até Janeiro de 2009, o crédito malparado no consumo supera os 5% do total de empréstimos concedidos. São 788 milhões de euros que os portugueses não pagaram aos bancos. Feitas as contas, em cada cem euros emprestados cinco ficam por pagar.

Apesar de a situação ser mais grave nos empréstimos para o consumo, na habitação a tendência continua a não ser positiva. Há 1,6 mil milhões de euros por pagar no empréstimo para a casa que os portugueses contraem junto das instituições bancárias, o que totaliza 1,5 por cento do crédito concedido. Excluindo os valores de Novembro do ano passado, trata-se do nível mais elevado desde o mês homólogo de 2004. O total

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Clientes da American Express recebem 300 dólares para encerrarem contas

A American Express está a oferecer 300 dólares a alguns dos seus clientes. Em troca estes só precisam de deixar de usar o cartão de crédito e saldar as suas dívidas até dia 30 de Abril.

A empresa anunciou esta medida numa altura em que o incumprimento está a ameaçar os seus lucros. De acordo com as estimativas do Goldman Sachs, o crédito mal parado pode atingir o nível mais elevado de sempre e chegar a 11% do total do sector em 2009.

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Empresas e particulares têm mais dificuldades em pagar

MALPARADO SOBE 39,8 POR CENTO

O crédito de cobrança duvidosa das famílias e das empresas atingiu o valor recorde de 5,46 mil milhões de euros no passado mês de Outubro. Uma subida de 39,8 por cento face a igual período do ano anterior que mostra como famílias e empresas têm cada vez mais dificuldade em pagar as dívidas.

Em Outubro último o crédito malparado das famílias ascendia aos 2,93 mil milhões de euros – o valor mais alto de sempre – o que representa um aumento de 31 por cento face a igual mês do ano anterior, de acordo com os dados constantes no Boletim Estatístico do Banco de Portugal ontem divulgado. O malparado das famílias tem agora um peso de 2,2 por cento no total de empréstimos concedidos. Do lado das empresas, a subida na cobrança duvidosa foi de 50 por cento, ou 845 milhões

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