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Provisões para o crédito crescem mais em Portugal que em Espanha

O malparado dá sinais de crescimento em Portugal, com o aumento das provisões a ser superior ao registado em Espanha. Os maiores bancos privados cotados na bolsa de Lisboa revelaram todos aumentos significativos no crédito vencido.

Só nos primeiros seis meses, BCP, BES e BPI efectuaram provisões no montante de 598 milhões de euros para cobrir perdas com créditos classificados de incobráveis. No mesmo período, mas em 2008, o valor total adjudicado à cobertura de perdas no crédito ficou-se pelos 368 milhões. Ou seja, há um aumento de 62,5%.

Crédito malparado na habitação no nível mais alto da década

Os portugueses sentem cada vez mais dificuldade para cumprir o pagamento dos seus empréstimos. O malparado continua a subir em todas as finalidades de crédito, atingindo já níveis considerados preocupantes.

Os últimos dados estatísticos do Banco de Portugal (BdP) revelam que em Abril havia 3,38 mil milhões de euros em créditos a particulares de cobrança duvidosa. Duas vezes o custo previsto para a construção da terceira travessia sobre o Tejo. O montante representa 2,54% do total de empréstimos concedidos, o peso mais elevado desde 1999.

A habitação, aquilo que tipicamente as famílias deixam de pagar em último lugar numa situação de aperto, regista o peso mais baixo: 1,653%. Ainda que reduzida, esta é a percentagem mais elevada desde Dezembro de 1997, mês a partir do qual a série cronológica do BdP tem dados. Em Abril, estavam por pagar 1,75 mil milhões de euros, o que representa mais de metade do malparado total.

“Os números são já preocupantes. Embora o peso não seja muito elevado, é significativo em termos históricos”, considera Teresa Gil Pinheiro, economista do BPI. O crescimento do malparado foi uma das principais preocupações expressas pelo Banco de Portugal no último relatório de estabilidade financeira.

Crédito malparado sobe para novo recorde

O crédito malparado entre os particulares continua a aumentar, representando 2,48% do total do crédito concedido, em Março. Este é mesmo o valor mais elevado desde 1999, e para o aumento contribuíram todos os destinos de financiamento.

Crédito à habitação, ao consumo e para outros fins assistiram a um acréscimo no incumprimento.

Na habitação, o peso do mal parado face aos empréstimos aumentou para 1,61%, um valor que fica aquém dos 5,8% registado no consumo.

O crédito malparado na habitação está agora nos 1,691 mil milhões de euros, mais 26 milhões que em Fevereiro. No consumo passou de 861 para 896 milhões de euros.

Malparado no nível mais elevado da última década

O crédito malparado entre os particulares continua a aumentar, representando 2,48% do total do crédito concedido, em Março. Este é mesmo o valor mais elevado desde 1999, e para o aumento contribuíram todos os destinos de financiamento.

Crédito à habitação, ao consumo e para outros fins assistiram a um acréscimo no incumprimento.

Crédito malparado dispara

Os tempos são de crise, mas nem isso impede os portugueses de irem às compras e pagar a crédito. Os problemas vêm depois. Segundo dados ontem revelados pelo Banco de Portugal, que se estendem até Janeiro de 2009, o crédito malparado no consumo supera os 5% do total de empréstimos concedidos. São 788 milhões de euros que os portugueses não pagaram aos bancos. Feitas as contas, em cada cem euros emprestados cinco ficam por pagar.

Apesar de a situação ser mais grave nos empréstimos para o consumo, na habitação a tendência continua a não ser positiva. Há 1,6 mil milhões de euros por pagar no empréstimo para a casa que os portugueses contraem junto das instituições bancárias, o que totaliza 1,5 por cento do crédito concedido. Excluindo os valores de Novembro do ano passado, trata-se do nível mais elevado desde o mês homólogo de 2004. O total do malparado dos dois tipos de empréstimo, habitação e consumo, ascende a quase três mil milhões de euros, o que significa que os calotes estão agora em níveis recorde.

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