Os portugueses sentem cada vez mais dificuldade para cumprir o pagamento dos seus empréstimos. O malparado continua a subir em todas as finalidades de crédito, atingindo já níveis considerados preocupantes.
Os últimos dados estatísticos do Banco de Portugal (BdP) revelam que em Abril havia 3,38 mil milhões de euros em créditos a particulares de cobrança duvidosa. Duas vezes o custo previsto para a construção da terceira travessia sobre o Tejo. O montante representa 2,54% do total de empréstimos concedidos, o peso mais elevado desde 1999.
A habitação, aquilo que tipicamente as famílias deixam de pagar em último lugar numa situação de aperto, regista o peso mais baixo: 1,653%. Ainda que reduzida, esta é a percentagem mais elevada desde Dezembro de 1997, mês a partir do qual a série cronológica do BdP tem dados. Em Abril, estavam por pagar 1,75 mil milhões de euros, o que representa mais de metade do malparado total.
“Os números são já preocupantes. Embora o peso não seja muito elevado, é significativo em termos históricos”, considera Teresa Gil Pinheiro, economista do BPI. O crescimento do malparado foi uma das principais preocupações expressas pelo Banco de Portugal no último relatório de estabilidade financeira.
23 de Junho de 2009 |
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