Crédito à habitação desce mais de 150 euros em Fevereiro

O ciclo de descida dos encargos com o crédito à habitação vai ficar completo em Fevereiro para todas as famílias que tenham um empréstimo indexado à Euribor a três meses. E a descida será ainda maior que nos meses anteriores. Para os créditos indexados à taxa a seis meses, as notícias também são boas. Quer num caso, quer no outro, a descida deverá superar os 150 euros para empréstimos de 100 mil euros.

Uma coisa é certa, para quem já tinha um crédito à habitação, as prestações vão descer para valores idênticos aos observados no final de 2005, altura em que o Banco Central Europeu (BCE) iniciou o ciclo de subidas de juros para a Zona Euro. Já quem for contrair um empréstimo poderá ver os encargos mais empolados devido às recentes subidas dos "spreads" praticados pelos bancos.

O Negócios fez os cálculos e concluiu que

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Bancos sobem spreads

BANCA APERTA CONDIÇÕES DOS CONTRATOS

Os bancos estão a contornar as descidas das taxas Euribor aumentando as comissões cobradas ao cliente e diminuindo os prazos de pagamento.

Os dados são resultado de um inquérito do Banco de Portugal, que diz que as entidades financeiras estão a restringir as condições dos empréstimos.

Com a baixa da Euribor, alguns clientes estão a solicitar aos bancos uma revisão dos contratos, em vez de esperarem pela actualização a cada três ou seis meses. E é aqui que as entidades financeiras estão a aproveitar para subir os spreads, porque o banco assume que o perfil de risco do cliente se altera.

A maioria dos bancos não assume a política, dizendo que "cada caso é analisado individualmente e há vários factores que determinam os contratos".

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Taxas Euribor em mínimos de 2005

As taxas Euribor, que servem de referência ao crédito interbancário, mantêm esta quarta-feira a tendência de queda, pela 71.ª sessão consecutiva.

A Euribor a três meses desceu para 2,312 por cento, para o valor mais baixo desde Novembro de 2005.

Por sua vez, a taxa a seis meses, o indexante mais utilizado no crédito à habitação, recuou para os 2,390 por cento.

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Euribor seis meses cai abaixo dos 2,5%

As Euribor voltaram a descer na sessão de hoje e a taxa com um prazo de seis meses, a mais utilizada no crédito à habitação em Portugal, situa-se já abaixo dos 2,5%, reagindo ao corte de juros efectuado pelo Banco Central Europeu na semana passada.

A Euribor seis meses desceu 4,4 pontos base para 2,487%, enquanto a Euribor três meses caiu 4,3 pontos base para 2,41%. A taxa a três meses situa-se já em mínimos de 18 de Novembro de 2005. No prazo mais longo a Euribor 12 meses caiu para 2,572%.

As últimas descidas reflectem o corte na taxa de juro efectuado pelo Banco Central Europeu, que reduziu o preço do dinheiro de 2,5% para 2%, alertando que em Março poderá voltar a cortar os juros.

Dada esta expectativa, as taxas Euribor deverão continuar em queda ao longo das próximas sessões, aproximando-se do taxa

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Encargo com o crédito deverá diminuir mais de 22% em 2009

Este ano será marcado por menores encargos com o crédito à habitação. Quem já tem um empréstimo verá os gastos diminuírem em mais de 22% no acumulado do ano. Para um crédito de 100 mil euros, a poupança deverá superar os dois mil euros.

Considerando os juros que estão a ser contratados pelos bancos entre si para o futuro, as taxas Euribor deverão recuar, nos próximos meses, para níveis abaixo dos 2%. O Negócios fez as contas e uma família com um empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, com um "spread" de 0,7% e indexado à taxa Euribor a seis meses pagou entre Janeiro e Dezembro de 2008 um total de 10.128,54 euros. Ao longo de 2009, o montante total pago deverá rondar os 7.824,66 euros. Ou seja, o encargo deverá diminuir em 2.303 euros, ou 22,75%.

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Bancos voltam a agravar “spreads” no crédito

IMPACTOS DOS JUROS NA HABITAÇÃO

Com a queda das taxas Euribor e o mercado imobiliário em queda, esta é uma boa altura para comprar casa. Mas há alguns "contra", se precisar de recorrer ao crédito. Os bancos voltaram a aumentar os "spreads" para os empréstimos à habitação. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Banco Espírito Santo (BES) são o espelho mais recente do agravar dos custos. Depois dos "spread" zero, agora será difícil conseguir 0,5%.

Para quem já tem um empréstimo, a novidade não é preocupante, já que o "spread" foi determinado na altura da celebração do contrato. Mas para quem está a pensar comprar casa através de financiamento bancário, a descida das taxas Euribor vai ser em parte anulada por margens mais altas aplicadas pelas instituições.

Os últimos bancos a actualizarem os "spreads" foram a CGD e o BES, de acordo com

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