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Risco de crédito

O Banco Central Europeu pode baixar as taxas de juro directoras da Zona Euro para menos de 1%. A Euribor, a taxa de juro cobrada pelos bancos pelo dinheiro que emprestam entre si, deve acompanhar essa tendência. Mas os portugueses endividados não vão beneficiar totalmente com os saldos do dinheiro, porque os bancos portugueses serão obrigados a pagar um maior prémio de risco pelo crédito que vão buscar aos mercados internacionais para emprestar às famílias e empresas portuguesas.

Juros da habitação sofrem maior queda de sempre em Maio

Com o fim do mês à porta, as boas notícias no crédito chegam a mais famílias. As taxas Euribor estão em queda desde Outubro, mas há ainda muitos agregados que não sentiram os efeitos da descida no empréstimo da casa.

Com a média da taxa a seis meses a recuar para 1,78%, em Março, as famílias vão sentir a maior redução de sempre nos encargos. A prestação vai recuar 33% a partir de Maio. Uma poupança mensal de 200 euros, para um crédito de 100 mil euros.

Poupança nos juros

DESDE SETEMBRO A EURIBOR A SEIS MESES CAIU PARA MENOS DE METADE

Os portugueses cuja prestação da casa será revista já em Abril têm muitas razões para estar satisfeitos: só com a redução da Euribor a seis meses, principal taxa de juro utilizada no crédito à habitação, desde Setembro passado a mensalidade paga ao banco, por um empréstimo de 100 mil euros, irá sofrer uma redução de 295 euros. Com esta descida histórica das taxas de juro, as famílias poupam quase 1800 euros em seis meses, valor que representa mais de metade do que gastavam em igual período com a taxa de juro que têm neste momento.

Quando a crise financeira explodiu com intensidade, em meados de Setembro de 2008, a Euribor a seis meses estava em 5,27%, mas na sexta-feira passada, após mais uma sessão consecutiva em queda, não ultrapassava 1,72%, a taxa mais baixa desde Dezembro de 1998.

Crédito malparado dispara

Os tempos são de crise, mas nem isso impede os portugueses de irem às compras e pagar a crédito. Os problemas vêm depois. Segundo dados ontem revelados pelo Banco de Portugal, que se estendem até Janeiro de 2009, o crédito malparado no consumo supera os 5% do total de empréstimos concedidos. São 788 milhões de euros que os portugueses não pagaram aos bancos. Feitas as contas, em cada cem euros emprestados cinco ficam por pagar.

Apesar de a situação ser mais grave nos empréstimos para o consumo, na habitação a tendência continua a não ser positiva. Há 1,6 mil milhões de euros por pagar no empréstimo para a casa que os portugueses contraem junto das instituições bancárias, o que totaliza 1,5 por cento do crédito concedido. Excluindo os valores de Novembro do ano passado, trata-se do nível mais elevado desde o mês homólogo de 2004. O total do malparado dos dois tipos de empréstimo, habitação e consumo, ascende a quase três mil milhões de euros, o que significa que os calotes estão agora em níveis recorde.

Como reduzir o encargo mensal com o crédito à habitação

Há várias hipóteses para reduzir os encargos com o crédito à habitação. O Negócios agregou seis ideias para o ajudar a controlar os seus custos.

ALARGAMENTO DO PRAZO DO CONTRATO

Aumentar o prazo do contrato de crédito vai ajudar a aliviar as constantes subidas de juros. No imediato verá a prestação do crédito diminuir, mas se as taxas de juro voltarem a subir as sua prestação também voltará a aumentar. No final do contrato, terá pago mais ao seu banco pelo empréstimo, mas alivia o orçamento mensal.

Exemplo:

Para um empréstimo de 100 mil euros, com um “spread” de 0,7%, indexado à Euribor a seis meses de Janeiro (2,557%) a prestação correspondente a um prazo de 30 anos é de 435,59 euros.

Um crédito nas mesmas condições mas a 50 anos representa uma prestação de 337,86 euros.

Apesar da diferença mensal ser de quase 100 euros para este caso, no final o alargamento do prazo vai representar muito mais juros.

No final paga 156.812,61 euros para um empréstimo de 100 mil euros a 30 anos, enquanto se alargar o parzo para os 50 anos os 100 mil euros passam a custar-lhe: 202.715,41 euros

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