Concessão de crédito cresce ao ritmo mais baixo de sempre na Europa

Os empréstimos concedidos às famílias e empresas na Europa cresceram ao ritmo mais lento de sempre, em Abril, numa altura em que os bancos apertaram as condições de acesso ao crédito e em que a procura por dívida diminuiu.

Os empréstimos ao sector privado cresceram 2,4%, em Abril, quando comparado com igual período do ano passado, anunciou hoje o Banco Central Europeu (BCE), citado pela Bloomberg.

Face ao mês anterior, os créditos ao sector privado diminuíram 0,2%, o que representa a terceira queda consecutiva.

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Encargos com a habitação devem estabilizar nos próximos meses

A descida das taxas de juro que deverá ocorrer hoje terá um impacto limitado para as famílias e empresas.

As taxas Euribor, os indexantes mais recorrentes nos empréstimos, devem reajustar à taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE), mas como já se encontram muito próximo desse nível, as próximas revisões dos contratos de crédito deverão ditar uma estabilização no valor das prestações com o crédito à habitação. O mesmo deverá acontecer com as remunerações dos depósitos.

O Negócios fez os cálculos e considerando um empréstimo à habitação de 100 mil euros a 30 anos, com um "spread" de 0,7% e indexado à Euribor a seis meses, a prestação de Junho (com base na média mensal de Abril) passará a ser de 385,21 euros. Este valor é mais de 200 euros inferior à prestação que está actualmente em vigor para as famílias que têm contratos com

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Risco de crédito

O Banco Central Europeu pode baixar as taxas de juro directoras da Zona Euro para menos de 1%. A Euribor, a taxa de juro cobrada pelos bancos pelo dinheiro que emprestam entre si, deve acompanhar essa tendência. Mas os portugueses endividados não vão beneficiar totalmente com os saldos do dinheiro, porque os bancos portugueses serão obrigados a pagar um maior prémio de risco pelo crédito que vão buscar aos mercados internacionais para emprestar às famílias e empresas portuguesas.

A Moody’s, uma das casas de rating mais importantes ao nível internacional, colocou a nota de crédito dos maiores bancos portugueses em revisão para eventual descida. A baixa de nota de rating é paga com juros mais caros, dificultando a vida às empresas e tornando mais difícil o aceso ao crédito dos particulares. A Moody’s alerta para maior probabilidade de ocorrência de situações de incumprimento do crédito. Apesar destas

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Juros da habitação sofrem maior queda de sempre em Maio

Com o fim do mês à porta, as boas notícias no crédito chegam a mais famílias. As taxas Euribor estão em queda desde Outubro, mas há ainda muitos agregados que não sentiram os efeitos da descida no empréstimo da casa.

Com a média da taxa a seis meses a recuar para 1,78%, em Março, as famílias vão sentir a maior redução de sempre nos encargos. A prestação vai recuar 33% a partir de Maio. Uma poupança mensal de 200 euros, para um crédito de 100 mil euros.

O Negócios fez as contas e, uma família com um empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses, com um "spread" de 0,7%, e revisão em Abril, vai sentir uma redução na prestação no valor de 199,76 euros. Esta será a primeira vez que uma família com um empréstimo nestas condições beneficiará de

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Poupança nos juros

DESDE SETEMBRO A EURIBOR A SEIS MESES CAIU PARA MENOS DE METADE

Os portugueses cuja prestação da casa será revista já em Abril têm muitas razões para estar satisfeitos: só com a redução da Euribor a seis meses, principal taxa de juro utilizada no crédito à habitação, desde Setembro passado a mensalidade paga ao banco, por um empréstimo de 100 mil euros, irá sofrer uma redução de 295 euros. Com esta descida histórica das taxas de juro, as famílias poupam quase 1800 euros em seis meses, valor que representa mais de metade do que gastavam em igual período com a taxa de juro que têm neste momento.

Quando a crise financeira explodiu com intensidade, em meados de Setembro de 2008, a Euribor a seis meses estava em 5,27%, mas na sexta-feira passada, após mais uma sessão consecutiva em queda, não ultrapassava 1,72%, a taxa mais baixa

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Crédito malparado dispara

Os tempos são de crise, mas nem isso impede os portugueses de irem às compras e pagar a crédito. Os problemas vêm depois. Segundo dados ontem revelados pelo Banco de Portugal, que se estendem até Janeiro de 2009, o crédito malparado no consumo supera os 5% do total de empréstimos concedidos. São 788 milhões de euros que os portugueses não pagaram aos bancos. Feitas as contas, em cada cem euros emprestados cinco ficam por pagar.

Apesar de a situação ser mais grave nos empréstimos para o consumo, na habitação a tendência continua a não ser positiva. Há 1,6 mil milhões de euros por pagar no empréstimo para a casa que os portugueses contraem junto das instituições bancárias, o que totaliza 1,5 por cento do crédito concedido. Excluindo os valores de Novembro do ano passado, trata-se do nível mais elevado desde o mês homólogo de 2004. O total

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