Tag: "empréstimo"

Renegociação de crédito mais fácil

São ainda muitos os casos de clientes que pretendem renegociar ou transferir o empréstimo à habitação e que são confrontados pelos bancos com elevadas comissões de reembolso aplicadas aos créditos paralelos (para compra de automóvel ou obras em casa, por exemplo).

A partir de Outubro essa realidade vai ser alterada, já que os créditos multiopções passam a estar sujeitos às mesmas regras que tabelam as comissões praticadas nos empréstimos para a compra de casa. “A actual conjuntura económica justifica, também, a flexibilização de créditos conexos com os créditos à habitação, permitindo às famílias a procura de melhores opções para os encargos assumidos com a sua habitação permanente”, explica o Governo no decreto-lei ontem publicado.

Novas regras dos créditos associados à habitação entram em vigor em Outubro

Os empréstimos bancários que estão associados ao crédito à habitação vão passar a responder pelas mesmas regras a partir de Outubro. Entre as alterações, estão os tectos máximos de comissões de amortização dos empréstimos, que já vigorava nos contratos de crédito à habitação.

Os empréstimos paralelos, multiusos ou multifunções vão passar a ter regras idênticas às aplicadas nos créditos à habitação a que estão associados, a partir de 16 de Outubro, de acordo com o Decreto-Lei nº 192/2009 de 17 de Agosto.

As novas regras implicam que as comissões de amortização dos empréstimos associados ao crédito à habitação tenham como máximo os 0,5% do valor amortizado, caso esteja indexado a uma taxa variável, e 2% caso o crédito esteja associado ao uma taxa fixa.

Empresas com crédito em vários bancos conseguem condições mais vantajosas

Quanto mais variadas forem as relações bancárias de uma empresa, mais baixos serão os custos do crédito contraído, conclui um estudo divulgado hoje pelo Banco de Portugal. A mesma fonte revela que essa relação é tão mais acentuada quanto mais competitivo for o ambiente em que os bancos operam.

Se adicionar um banco às suas relações financeiras, uma empresa pode conseguir baixar a sua taxa de juro no crédito bancário entre 9 e 20 pontos base, em média, uma “magnitude significativa tanto económica como estatisticamente”, segundo os autores do estudo que ressalvam o facto deste efeito não existir quando se tratam de micro ou novas empresas.

Juros serão limitados a partir de Outubro

Uma das medidas que mais se destaca na nova legislação do crédito ao consumo é a limitação do tecto máximo das taxas de juro. Mas só em Outubro entrará em vigor, após o Banco de Portugal divulgar as taxas médias praticadas em cada segmento deste tipo de empréstimos.

“Usura” é uma definição que foi incluída na legislação que entra em vigor. Esta determina que os juros praticados pelas instituições financeiras não superem em “um terço a TAEG média praticada no mercado”. Caso sejam praticados juros superiores àquele patamar é considerada “usura”. Contudo, esta medida não entra já em vigor. Apenas em Outubro haverá novidades sobre esta matéria.

E será o Banco de Portugal a estabelecer os limites. Como? Divulgando as médias trimestrais dos juros praticados em cada segmento. Por exemplo, nos cartões de crédito a taxa de juro será diferente da praticada nos empréstimos para férias. O supervisor deverá assim publicar as médias das taxas de juro e serão estas que vão servir de referência nos três meses seguintes, de acordo com o Decreto-Lei n.º133/2009.

Crédito malparado na habitação no nível mais alto da década

Os portugueses sentem cada vez mais dificuldade para cumprir o pagamento dos seus empréstimos. O malparado continua a subir em todas as finalidades de crédito, atingindo já níveis considerados preocupantes.

Os últimos dados estatísticos do Banco de Portugal (BdP) revelam que em Abril havia 3,38 mil milhões de euros em créditos a particulares de cobrança duvidosa. Duas vezes o custo previsto para a construção da terceira travessia sobre o Tejo. O montante representa 2,54% do total de empréstimos concedidos, o peso mais elevado desde 1999.

A habitação, aquilo que tipicamente as famílias deixam de pagar em último lugar numa situação de aperto, regista o peso mais baixo: 1,653%. Ainda que reduzida, esta é a percentagem mais elevada desde Dezembro de 1997, mês a partir do qual a série cronológica do BdP tem dados. Em Abril, estavam por pagar 1,75 mil milhões de euros, o que representa mais de metade do malparado total.

“Os números são já preocupantes. Embora o peso não seja muito elevado, é significativo em termos históricos”, considera Teresa Gil Pinheiro, economista do BPI. O crescimento do malparado foi uma das principais preocupações expressas pelo Banco de Portugal no último relatório de estabilidade financeira.

  • This feature has not been activated yet.