Maior contenção no crédito à habitação

Os critérios de concessão de crédito tornaram-se mais restritivos no final de 2009 e irão continuar ainda mais exigentes no futuro. Não há dúvida de que para quem anda actualmente à procura de casa a vida não está nada fácil. Após vários anos em que os bancos se atropelavam uns aos outros para não deixar escapar um cliente e foram baixando o spread até ele não poder baixar mais, chegando inclusivamente a zero, agora passaram para o pólo oposto. Mês após mês, os bancos vão subindo os spreads praticados, sem grandes preocupações com a concorrência, pois rapidamente os bancos com melhores condições também acompanham essas subidas. O crédito à habitação não está entre os produtos prioritários a vender aos clientes e, apesar de alguma melhoria nas perspectivas da economia, os bancos continuam a olhar com muita desconfiança para a evolução do desemprego e do mercado imobiliário, pelo que é natural que...

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Taxas Euribor em queda há 15 sessões

As taxas Euribor voltaram hoje a recuar nos prazos mais utilizados como indexantes nos créditos à habitação dos portugueses, com a taxa a 3 meses a descer pela 15ª sessão consecutiva.

A Euribor três meses reforçou o mínimo histórico ao ceder 0,1 pontos base para 0,669%. A taxa Euribor seis meses, que é a principal indexante no crédito à habitação, também voltou a reforçar o seu mínimo histórico nos 0,965%, registando também uma queda de 0,1 pontos base.

A taxa a 12 meses ficou estável nos 1,222% e no prazo de 9 meses a Euribor permaneceu nos 1,094%.

As taxas Euribor têm evoluído em tendência de queda, com o presidente da autoridade da monetária a sinalizar que a taxa de juro de referência iria permanecer inalterada nos próximos meses, uma vez que a recuperação da economia continuará a ser moderada.

Os economistas esperam que

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Banca vai manter restrições elevadas na concessão de crédito

As condições para aceder a empréstimos foram apertadas no ano passado, muito devido à crise financeira e à recessão económica. Este ano e no próximo, apesar de se prever uma expansão da economia, o desemprego vai continuar alto e o risco elevado. Por isso, a banca deverá manter as restrições ao crédito elevadas.

Esta é a perspectiva do Banco de Portugal, divulgada no Boletim de Inverno, que prevê uma “regularização das condições de financiamento”, mas uma manutenção das restrições.

“Apesar de se admitir uma progressiva regularização das condições de financiamento ao longo do horizonte de projecção, espera-se que as condições de concessão de crédito se mantenham em níveis mais exigentes do que os registados no período anterior à eclosão da crise financeira, nomeadamente devido à reavaliação do risco e à consequente utilização de critérios mais restritivos na concessão de crédito”, revela o supervisor.

E este

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Quem tem medo da subida dos juros?

A incerteza sobre como a economia vai reagir à retirada dos estímulos por parte dos governos e à inversão da política monetária pelos bancos centrais trouxe a ansiedade de volta às bolsas. Saiba o que esperam os analistas e qual o impacto que o regresso da subida dos juros pode ter nas acções, obrigações, depósitos e no crédito.

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Menos crédito à economia? Boa notícia…!

Os bancos concederam no primeiro semestre do ano menos 28% de crédito do que em igual período do ano passado. Ao contrário do que parece, esta é uma boa notícia. Ela significa que a banca está a adequar a sua política creditícia aos riscos da nova conjuntura económica.

E, por essa via, a salvaguardar os seus rácios de solvabilidade, algo que deve tranquilizar os cidadãos, em vez de os preocupar. Ou seja, ao contrário do que sucedia há um ano, os bancos já não têm falta de capital para emprestar (o mercado monetário interbancário e os mercados financeiros readquiriram liquidez); estão é mais cuidadosos a avaliar o risco de certas operações. De empresas e famílias.

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Economia portuguesa regista contracção severa no segundo semestre

A agência de notação financeira Fitch Ratings adverte num relatório publicado hoje que o desempenho do crédito hipotecário em Portugal relacionado com os títulos associados a empréstimos à habitação deverá estar sob pressão nos próximos meses, já que se espera uma severa contracção da economia nacional no segundo semestre de 2009.

A Fitch prevê que os preços nominais das casas em Portugal caiam moderadamente durante o resto deste ano. No entanto, a agência salienta que o sistema bancário português se mantém forte, rentável e bem capitalizado.

A equipa da Fitch responsável pela avaliação do risco soberano, estima que a economia portuguesa registará uma contracção anualizada de 3% em 2009 e que não crescerá em 2010. A taxa de desemprego foi de 8% no primeiro trimestre de 2009 e a Fitch projecta que aumente em torno de 20% até ao final de 2010, para valores perto dos

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