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DECO denuncia aumento do custo das comissões para crédito pessoal

O custo das comissões cobradas pelos bancos aumentou nos últimos cinco anos, representando nalguns casos mais 72% do que em 2004, denunciou a associação de consumidores DECO na última edição da revista Dinheiro & Direitos.

O estudo indica que os valores variam muito com os bancos e com o montante e prazo do crédito pessoal. Em Setembro de 2009, as comissões médias cobradas pelo empréstimo de 2.500, 5.000 e 10.000 euros eram de 85,60, 97,73 e 157,56 euros, respectivamente.

Crédito malparado dispara

Os tempos são de crise, mas nem isso impede os portugueses de irem às compras e pagar a crédito. Os problemas vêm depois. Segundo dados ontem revelados pelo Banco de Portugal, que se estendem até Janeiro de 2009, o crédito malparado no consumo supera os 5% do total de empréstimos concedidos. São 788 milhões de euros que os portugueses não pagaram aos bancos. Feitas as contas, em cada cem euros emprestados cinco ficam por pagar.

Apesar de a situação ser mais grave nos empréstimos para o consumo, na habitação a tendência continua a não ser positiva. Há 1,6 mil milhões de euros por pagar no empréstimo para a casa que os portugueses contraem junto das instituições bancárias, o que totaliza 1,5 por cento do crédito concedido. Excluindo os valores de Novembro do ano passado, trata-se do nível mais elevado desde o mês homólogo de 2004. O total do malparado dos dois tipos de empréstimo, habitação e consumo, ascende a quase três mil milhões de euros, o que significa que os calotes estão agora em níveis recorde.

DECO apresenta minuta para clientes exigirem à CGD devolução das cobranças sem aviso

A DECO vai disponibilizar na Internet uma minuta para que os consumidores exijam à Caixa Geral de Depósitos a reposição do dinheiro retirado sem aviso prévio para pagar ajustes na mensalidade do crédito à habitação, afirmou à Lusa Jorge Morgado.

A associação de defesa dos consumidores admite também que o mesmo esteja a ser praticado por outros bancos, disse ainda o secretário-geral da DECO.

A DECO recebeu já cerca de meia centena de queixas de clientes da Caixa Geral de Depósitos, aos quais foi retirado dinheiro da conta bancária sem aviso prévio para pagamento do crédito à habitação.

Baixa histórica de juros

TAXAS EURIBOR RENOVAM MÍNIMOS ABAIXO DOS DOIS POR CENTO EM VÉSPERA DE DECISÃO DO BCE.

O mercado antecipou a reunião de hoje do Banco Central Europeu (BCE), na qual se prevê novo corte nos juros, e as taxas Euribor renovaram mínimos, abaixo dos dois por cento em todos os prazos. Segundo as previsões da maioria dos analistas, a descida da taxa de referência deverá ser de 0,5 por cento, o que vai aliviar as prestações do crédito das famílias mas, de acordo com a DECO, prejudicar as poupanças.

A concretizar-se a descida prevista, o conselho de governadores do BCE desce pela quinta vez desde Outubro, o preço do dinheiro, para 1,5 por cento, o valor mais baixo de sempre. Os analistas acreditam que os cortes não ficarão por aqui, devido ao enfraquecimento da actividade económica. Há ainda quem preveja que o corte seja de cem pontos-base, atirando a taxa para um por cento.

Crédito à habitação: clientes pagam mudança

Numa investigação a 19 bancos, a DECO PROTESTE contabilizou aumentos até 39% nas comissões de abertura e avaliação, entre 2006 e 2008.

Para compensar a perda de receitas com as alterações na lei dos últimos 2 anos, a maioria das instituições subiu as comissões do crédito à habitação, em especial, no início do contrato. Em 10 casos, o aumento foi superior à inflação.

Dos 19 bancos, 10 aplicam uma comissão, mensal ou anual, durante o contrato. Chamada de processamento, envio ou gestão, tem um valor médio mensal é de 1,18 euros. Num empréstimo a 30 anos, o consumidor paga € 424,80 ao banco, no final. Para a DECO esta comissão é questionável, dado que os juros do empréstimo já deviam incluir todos os custos.

Após liquidar a última prestação, é preciso cancelar a hipoteca. Este acto custa € 72 na Conservatória do Registo Predial. Alguns bancos cobram uma comissão para emitir o distrate da hipoteca, atitude que a DECO considera ilegal. Se for o seu caso, amortize o empréstimo uns meses antes. Neste caso, paga apenas 0,5% ou 2% do montante que liquida, consoante a taxa seja variável ou fixa.

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