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Encargos com a habitação devem estabilizar nos próximos meses

A descida das taxas de juro que deverá ocorrer hoje terá um impacto limitado para as famílias e empresas.

As taxas Euribor, os indexantes mais recorrentes nos empréstimos, devem reajustar à taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE), mas como já se encontram muito próximo desse nível, as próximas revisões dos contratos de crédito deverão ditar uma estabilização no valor das prestações com o crédito à habitação. O mesmo deverá acontecer com as remunerações dos depósitos.

Risco de crédito

O Banco Central Europeu pode baixar as taxas de juro directoras da Zona Euro para menos de 1%. A Euribor, a taxa de juro cobrada pelos bancos pelo dinheiro que emprestam entre si, deve acompanhar essa tendência. Mas os portugueses endividados não vão beneficiar totalmente com os saldos do dinheiro, porque os bancos portugueses serão obrigados a pagar um maior prémio de risco pelo crédito que vão buscar aos mercados internacionais para emprestar às famílias e empresas portuguesas.

Juros da habitação sofrem maior queda de sempre em Maio

Com o fim do mês à porta, as boas notícias no crédito chegam a mais famílias. As taxas Euribor estão em queda desde Outubro, mas há ainda muitos agregados que não sentiram os efeitos da descida no empréstimo da casa.

Com a média da taxa a seis meses a recuar para 1,78%, em Março, as famílias vão sentir a maior redução de sempre nos encargos. A prestação vai recuar 33% a partir de Maio. Uma poupança mensal de 200 euros, para um crédito de 100 mil euros.

Taxa de juro para habitação em queda

SEGUNDO MÊS CONSECUTIVO

A taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação acentuou em Fevereiro a tendência de queda, pelo segundo mês consecutivo, recuando para os 5,315 por cento, menos 0,493 por cento do que em Janeiro, de acordo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Por sua vez, os contratos de crédito para aquisição de terreno destinado à construção de habitação sofreram uma quebra de 0,414 por cento, deslizando para os 5,285 por cento. Nos contratos para construção de habitação registou-se uma redução de 0,472 por cento, para 5,375 por cento.

Crédito malparado dispara

Os tempos são de crise, mas nem isso impede os portugueses de irem às compras e pagar a crédito. Os problemas vêm depois. Segundo dados ontem revelados pelo Banco de Portugal, que se estendem até Janeiro de 2009, o crédito malparado no consumo supera os 5% do total de empréstimos concedidos. São 788 milhões de euros que os portugueses não pagaram aos bancos. Feitas as contas, em cada cem euros emprestados cinco ficam por pagar.

Apesar de a situação ser mais grave nos empréstimos para o consumo, na habitação a tendência continua a não ser positiva. Há 1,6 mil milhões de euros por pagar no empréstimo para a casa que os portugueses contraem junto das instituições bancárias, o que totaliza 1,5 por cento do crédito concedido. Excluindo os valores de Novembro do ano passado, trata-se do nível mais elevado desde o mês homólogo de 2004. O total do malparado dos dois tipos de empréstimo, habitação e consumo, ascende a quase três mil milhões de euros, o que significa que os calotes estão agora em níveis recorde.

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