Crédito Malparado Alcançou Níveis Extremos na Habitação e no Consumo

O crédito malparado alcançou valores extremos no que toca à habitação e ao consumo. Segundo o Banco de Portugal, o número de famílias que não conseguem pagar os empréstimos (tanto a nível da casa como de electrodomésticos ou até mesmo do carro) aumenta cada vez mais! Perante o aumento da inflação a grande maioria das famílias portuguesas opta por deixar de pagar créditos aos bancos no final do ano. Nos dados apresentados, no boletim estatístico do Banco de Portugal referentes ao mês de Novembro, verifica-se que quanto à habitação o incumprimento do crédito já alcançou os 1,982 milhões de euros; quanto ao consumo já ultrapassou os 1,300 milhões. Segundo dados apresentados pelo editor de economia da SIC: “O malparado subiu na habitação quase 1% entre Outubro e Novembro e quase 3% se compararmos Novembro com o mesmo mês de 2009. No crédito ao consumo o incumprimento aumentou 1,7% em termos mensais, mas disparou...

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Bancos aumentam crédito ao ritmo mais elevado em nove meses e malparado atinge novo recorde

A taxa de crescimento dos empréstimos dos bancos às famílias portuguesas, em Novembro, foi a mais elevada no espaço de nove meses. Já o crédito malparado atingiu um recorde pelo segundo mês consecutivo.

De acordo com os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal, no final de Novembro o total do crédito concedido pelas instituições financeiras às famílias portuguesas era de 136,55 mil milhões de euros. Um valor que representa um aumento homólogo de 2,8%, a maior subida desde Fevereiro do ano passado.

Este crescimento foi impulsionado pela concessão de crédito para outros fins (que pesam apenas 9,1% do total), cujo crescimento homólogo acelerou de 0,2% para 1,3%.

No crédito à habitação os empréstimos estão a subir a uma taxa anual de 3,1% (igual à de Outubro) e no crédito ao consumo baixaram de 2,4% para 2,2%.

Quanto ao crédito malparado, voltou a atingir

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Crédito malparado diminuiu entre as famílias

O crédito malparado das famílias diminuiu, em Setembro, período em que houve um acréscimo dos empréstimos, ao mesmo tempo que diminuíram os saldos dos incumprimentos. No total, os particulares têm por pagar em crédito malparado 3,64 mil milhões de euros à banca, o que corresponde a 2,69% do total dos empréstimos.

Segundo os dados do Banco de Portugal, o peso do crédito malparado entre as famílias recuou de 2,78%, em Agosto, para 2,69%, em Setembro. Ainda assim, o cenário não é animador, com os incobráveis a situar-se em níveis de, pelo menos, uma década.

A contribuir para esta evolução esteve o segmento de crédito ao consumo, que viu o peso do malparado diminuir para 6,53%, em Setembro, um redução que é justificada apenas pela redução dos incobráveis, uma vez que o saldo dos empréstimo diminuiu, no período em análise.

Já o segmento de crédito à

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Crédito malparado atinge máximos de 1998

O crédito malparado continua a aumentar em Portugal. Em Julho atingiu máximos do final da década de 90, com o incumprimento no crédito à habitação em níveis recorde, revelando a incapacidade das famílias em suportar os custos com os imóveis. Ao mesmo tempo, a concessão de crédito regista um forte abrandamento.

De acordo com os dados do Boletim Estatístico hoje divulgados pelo Banco de Portugal, as famílias portuguesas deviam, em Julho, um total de 3,6 mil milhões de euros à banca, o que representa 2,72% do volume de empréstimos concedidos. Ou seja, o peso do crédito malparado já supera os 2,5% e atingiu o nível mais elevado desde Outubro de 1998.

A contribuir para esta evolução estiveram todos os segmentos.

Na habitação, o peso do malparado tocou nos 1,70%, um valor nunca antes observado. Mas não é só com a habitação que os portugueses estão

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