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Taxa de juro para habitação em queda

SEGUNDO MÊS CONSECUTIVO

A taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação acentuou em Fevereiro a tendência de queda, pelo segundo mês consecutivo, recuando para os 5,315 por cento, menos 0,493 por cento do que em Janeiro, de acordo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Por sua vez, os contratos de crédito para aquisição de terreno destinado à construção de habitação sofreram uma quebra de 0,414 por cento, deslizando para os 5,285 por cento. Nos contratos para construção de habitação registou-se uma redução de 0,472 por cento, para 5,375 por cento.

Poupança nos juros

DESDE SETEMBRO A EURIBOR A SEIS MESES CAIU PARA MENOS DE METADE

Os portugueses cuja prestação da casa será revista já em Abril têm muitas razões para estar satisfeitos: só com a redução da Euribor a seis meses, principal taxa de juro utilizada no crédito à habitação, desde Setembro passado a mensalidade paga ao banco, por um empréstimo de 100 mil euros, irá sofrer uma redução de 295 euros. Com esta descida histórica das taxas de juro, as famílias poupam quase 1800 euros em seis meses, valor que representa mais de metade do que gastavam em igual período com a taxa de juro que têm neste momento.

Quando a crise financeira explodiu com intensidade, em meados de Setembro de 2008, a Euribor a seis meses estava em 5,27%, mas na sexta-feira passada, após mais uma sessão consecutiva em queda, não ultrapassava 1,72%, a taxa mais baixa desde Dezembro de 1998.

Crédito malparado dispara

Os tempos são de crise, mas nem isso impede os portugueses de irem às compras e pagar a crédito. Os problemas vêm depois. Segundo dados ontem revelados pelo Banco de Portugal, que se estendem até Janeiro de 2009, o crédito malparado no consumo supera os 5% do total de empréstimos concedidos. São 788 milhões de euros que os portugueses não pagaram aos bancos. Feitas as contas, em cada cem euros emprestados cinco ficam por pagar.

Apesar de a situação ser mais grave nos empréstimos para o consumo, na habitação a tendência continua a não ser positiva. Há 1,6 mil milhões de euros por pagar no empréstimo para a casa que os portugueses contraem junto das instituições bancárias, o que totaliza 1,5 por cento do crédito concedido. Excluindo os valores de Novembro do ano passado, trata-se do nível mais elevado desde o mês homólogo de 2004. O total do malparado dos dois tipos de empréstimo, habitação e consumo, ascende a quase três mil milhões de euros, o que significa que os calotes estão agora em níveis recorde.

Taxas Euribor em novos mínimos

110.ª QUEDA CONSECUTIVA

As taxas Euribor, que servem de referência ao crédito interbancário, mantêm esta terça-feira a tendência de queda que já dura há 110 sessões consecutivas, renovando os mínimos registados nos últimos dias.

A Euribor a três meses recuou para 1,614 por cento, a taxa a seis meses, o indexante mais utilizado no crédito à habitação, deslizou para 1,763 por cento, e a taxa a 12 meses caiu para 1,909 por cento.

DECO apresenta minuta para clientes exigirem à CGD devolução das cobranças sem aviso

A DECO vai disponibilizar na Internet uma minuta para que os consumidores exijam à Caixa Geral de Depósitos a reposição do dinheiro retirado sem aviso prévio para pagar ajustes na mensalidade do crédito à habitação, afirmou à Lusa Jorge Morgado.

A associação de defesa dos consumidores admite também que o mesmo esteja a ser praticado por outros bancos, disse ainda o secretário-geral da DECO.

A DECO recebeu já cerca de meia centena de queixas de clientes da Caixa Geral de Depósitos, aos quais foi retirado dinheiro da conta bancária sem aviso prévio para pagamento do crédito à habitação.

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