Novas regras no crédito à habitação representam custos adicionais para os clientes

O mediador do Crédito, João Amaral Tomaz, admitiu hoje que as novas regras do crédito à habitação possam implicar custos adicionais para os bancos e consequentemente para os clientes, mas considerou que isso não é da sua competência.

"Não tenciono estar particularmente atento a essa possibilidade", disse Amaral Tomaz aos jornalistas à saída de uma audiência com o Presidente da República acrescentando que essa área "transcende o papel do mediador, que é o de facilitar o acesso ao crédito".

O mediador reconheceu que a nova legislação obriga os bancos a uma maior exigência de informação aos clientes e que isso tem custos acrescidos, que podem vir a ser pagos pelos próprios clientes.

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Euribor a seis meses sobe pela quarta sessão consecutiva

As Euribor apresentaram, hoje, tendências opostas, com queda nas taxas de curto prazo, e um novo aumento nos juros a seis meses. A taxa interbancária mais utilizada como indexante nos contratos de crédito à habitação em Portugal valorizou pela quarta sessão consecutiva.

O indexante a seis meses apreciou 0,1 pontos base para se fixar nos 1,024%. É uma tendência positiva que se mantém desde quinta-feira, dia em que o Banco Central Europeu (BCE) manteve os juros no valor mais baixo de sempre, em 1%.

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Famílias poupam até 2.600 euros com descida dos juros

Foi há um ano que as taxas do crédito à habitação começaram a cair, depois do recorde acima dos 5%. Desde então, o valor da prestação já caiu 40%.

Desde o início do ano, as famílias já pouparam mais de 2.000 euros, no acumulado, com os encargos com o crédito à habitação.

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Euribor a 6 meses inalterada em vésperas de reunião do BCE

A Euribor a 6 meses, o indexante mais utilizado pelos portugueses no crédito à habitação, manteve-se hoje inalterada no mínimo histórico de 1,010 euros, na véspera da reunião dos membros do conselho de governadores do BCE para decisão dos juros.

As restantes taxas de juro que servem de referência aos empréstimos contraídos junto da banca, a Euribor a 3 meses e a 12 meses, voltaram a recuar na sessão de hoje.

A Euribor a 6 meses manteve-se nos 1,010 euros, enquanto a Euribor com maturidade mais curta, de 3 meses, desceu para os 0,740 euros, o nível mais baixo de sempre. Também a fixar um novo mínimo histórico esteve a Euribor a 12 meses, ao cair para 1,225 euros.

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BCP duplica “spreads” do crédito à habitação

O "spread" médio praticado pelo Millennium BCP nas novas operações de crédito à habitação quase duplicou no primeiro semestre face ao final de 2008. Uma evolução justificada com o aumento do risco associado a este tipo de operações, num contexto económico adverso.

Estes dados foram apresentados hoje pelo Millennium BCP ao mercado, um encontro com investidores institucionais.

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Crédito malparado atinge máximos de 1998

O crédito malparado continua a aumentar em Portugal. Em Julho atingiu máximos do final da década de 90, com o incumprimento no crédito à habitação em níveis recorde, revelando a incapacidade das famílias em suportar os custos com os imóveis. Ao mesmo tempo, a concessão de crédito regista um forte abrandamento.

De acordo com os dados do Boletim Estatístico hoje divulgados pelo Banco de Portugal, as famílias portuguesas deviam, em Julho, um total de 3,6 mil milhões de euros à banca, o que representa 2,72% do volume de empréstimos concedidos. Ou seja, o peso do crédito malparado já supera os 2,5% e atingiu o nível mais elevado desde Outubro de 1998.

A contribuir para esta evolução estiveram todos os segmentos.

Na habitação, o peso do malparado tocou nos 1,70%, um valor nunca antes observado. Mas não é só com a habitação que os portugueses estão

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