Banqueiros avisam para subidas da Euribor

Os juros que servem de indexante ao crédito à habitação nunca estiveram tão baixos como agora. Mas este cenário não está para ficar e os aumentos podem começar já no próximo ano.

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Euribor desce mais de 30 pontos em trinta sessões

As taxas Euribor completaram hoje a 30ª sessão de quedas consecutivas, período em que o indexante a seis meses, o mais utilizado no crédito à habitação em Portugal, recuou 30,2 pontos base.

A Euribor a seis meses desceu 0,6 pontos base para 1,188%, enquanto no outro indexante mais utilizado no crédito à habitação em Portugal, a Euribor a três meses, a queda foi de 0,71 pontos base para 0,937%.

Esta é já a 30ª sessão consecutiva de descidas das taxas Euribor, período em que a taxa a três meses recuou um total de 34,9 pontos base. A Euribor a seis meses, no mesmo período, desceu 30,2 pontos base.

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Euribor reduzem ritmo de descida

As taxas Euribor caíram hoje pela 20ª sessão consecutiva, mas atenuaram o ritmo de descida, com o indexante a três meses, um dos mais utilizados no crédito à habitação em Portugal, cada vez mais perto da taxa de juro de referência do Banco Central Europeu.

A Euribor três meses desceu 0,4 pontos base para 1,044%, atenuando o ritmo de descida registado nas últimas sessões. Ontem este indexante desceu 1,1 pontos base.

A Euribor seis meses desceu 0,7 pontos base para 1,261% e no prazo mais longo o indexante a 12 meses recuou 0,4 pontos base para 1,452%. No prazo mais curto a Euribor a 1 mês baixou 0,9 pontos base para 0,675%.

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Crédito malparado na habitação no nível mais alto da década

Os portugueses sentem cada vez mais dificuldade para cumprir o pagamento dos seus empréstimos. O malparado continua a subir em todas as finalidades de crédito, atingindo já níveis considerados preocupantes.

Os últimos dados estatísticos do Banco de Portugal (BdP) revelam que em Abril havia 3,38 mil milhões de euros em créditos a particulares de cobrança duvidosa. Duas vezes o custo previsto para a construção da terceira travessia sobre o Tejo. O montante representa 2,54% do total de empréstimos concedidos, o peso mais elevado desde 1999.

A habitação, aquilo que tipicamente as famílias deixam de pagar em último lugar numa situação de aperto, regista o peso mais baixo: 1,653%. Ainda que reduzida, esta é a percentagem mais elevada desde Dezembro de 1997, mês a partir do qual a série cronológica do BdP tem dados. Em Abril, estavam por pagar 1,75 mil milhões de euros, o que representa

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Euribor sobem pela quarta sessão consecutiva

As taxas Euribor subiram pela quarta sessão consecutiva. As taxas interbancárias da Zona Euro continuam, assim, a reflectir a incerteza sobre se o Banco Central Europeu (BCE) vai continuar a descer os juros. O banco central vai voltar a estar reunido no próximo dia 4 de Junho.

A maior subida voltou a ser registada pela Euribor a mês que avançou para os 0,923%, ainda baixo da taxa de referência do BCE.

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Crédito malparado sobe para novo recorde

O crédito malparado entre os particulares continua a aumentar, representando 2,48% do total do crédito concedido, em Março. Este é mesmo o valor mais elevado desde 1999, e para o aumento contribuíram todos os destinos de financiamento.

Crédito à habitação, ao consumo e para outros fins assistiram a um acréscimo no incumprimento.

Na habitação, o peso do mal parado face aos empréstimos aumentou para 1,61%, um valor que fica aquém dos 5,8% registado no consumo.

O crédito malparado na habitação está agora nos 1,691 mil milhões de euros, mais 26 milhões que em Fevereiro. No consumo passou de 861 para 896 milhões de euros.

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