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Bancos aumentam crédito ao ritmo mais elevado em nove meses e malparado atinge novo recorde

A taxa de crescimento dos empréstimos dos bancos às famílias portuguesas, em Novembro, foi a mais elevada no espaço de nove meses. Já o crédito malparado atingiu um recorde pelo segundo mês consecutivo.

De acordo com os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal, no final de Novembro o total do crédito concedido pelas instituições financeiras às famílias portuguesas era de 136,55 mil milhões de euros. Um valor que representa um aumento homólogo de 2,8%, a maior subida desde Fevereiro do ano passado.

Este crescimento foi impulsionado pela concessão de crédito para outros fins (que pesam apenas 9,1% do total), cujo crescimento homólogo acelerou de 0,2% para 1,3%.

Crédito Automóvel – Mudar ajuda a poupar

Ter um automóvel significa na maior parte das vezes ter um financiamento ou crédito automóvel. Com as novas regras do crédito ao consumo que entram em vigor em Janeiro, significa também a possibilidade de ter acesso a juros mais atractivos e com isso ter poupanças consideráveis.

O Banco de Portugal definiu as taxas de juros máximas que poderão ser aplicadas nos empréstimos automóveis a partir de Janeiro. Estas taxas variam entre 8% e 16,10%, dependendo do tipo de contrato e de se é um veículo novo ou usado.

As taxas máximas que estarão em vigor em Janeiro disponíveis durante o primeiro trimestre:

Crédito Pessoal – Vale a pena mudar de banco

A partir de Janeiro os bancos vão ter limites nas taxas que poderão cobrar no crédito ao consumo. Os consumidores que pagam taxas muito elevadas devem fazer contas para perceber se vale a pena mudar de empréstimo. Se tem um crédito com um juro próximo de 30%, o melhor é começar a analisar outras propostas.

Empréstimos caem 18% no terceiro trimestre

Os empréstimos concedidos pelas instituições financeiras caíram 18% no terceiro trimestre, totalizando 1,12 mil milhões de euros, de acordo com os dados hoje divulgados pela Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC), que agrega 31 instituições.

Segundo os dados hoje divulgados, foram concedidos 1,12 mil milhões de euros em crédito às famílias e às empresas.

A quebra dos empréstimos foi transversal aos vários segmentos, com os consumidores a registarem uma descida de 22,7% nos créditos e nas empresas os financiamentos diminuíram em 17,3%, segundo os dados da ASFAC.

Limite dos juros no consumo só em 2010

Entra hoje em vigor a legislação que vai permitir ao Banco de Portugal regular as taxas de juro praticadas no crédito ao consumo. Contudo, só mais tarde, no final deste último trimestre, se saberão quais serão os limites dos juros praticados neste segmento. Mas só os contratos de crédito que forem celebrados a partir de Janeiro de 2010 é que vão beneficiar desta medida.

Em Junho foi publicado o Decreto-Lei nº 133/2009, que definiu que o Banco de Portugal passaria, a partir de 1 de Outubro, a divulgar a média das taxas de juro praticadas nos vários segmentos do crédito ao consumo, valores a partir dos quais seriam determinadas as taxas máximas que poderiam ser aplicadas pelas instituições. Sendo que as entidades financeiras só poderão praticar juros, no máximo, correspondentes a um terço das médias trimestrais, divulgadas pela entidade presidida por Vítor Constâncio.

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