Crédito malparado volta a aumentar

As famílias e as empresas do nosso país têm cada vez mais dificuldades em cumprir os seus compromissos com os bancos. Assim nos últimos meses o crédito malparado junto da banca voltou a aumentar segundo o Banco de Portugal. Aqui ficam os dados: Nos particulares o crédito com cobrança duvidosa na habitação cresceu 20 milhões de euros, atingindo um total de 1,99 mil milhões de euros. No consumo o crédito malparado subiu 12 milhões de euros para 1,34 mil milhões de euros, atingindo assim um máximo histórico. Diz o boletim estatístico do Banco de Portugal que mais de 3% dos empréstimos concedidos às famílias portuguesas estão qualificados como “malparado”, o que corresponde a 4,3 mil milhões de euros. Sendo que no crédito ao consumo a situação é ainda mais grave, com o crédito malparado a passar a barreira dos 8%. Factores determinantes para este fenómeno são os cortes salariais, o aumento do desemprego e a subida...

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Crédito Malparado Alcançou Níveis Extremos na Habitação e no Consumo

O crédito malparado alcançou valores extremos no que toca à habitação e ao consumo. Segundo o Banco de Portugal, o número de famílias que não conseguem pagar os empréstimos (tanto a nível da casa como de electrodomésticos ou até mesmo do carro) aumenta cada vez mais! Perante o aumento da inflação a grande maioria das famílias portuguesas opta por deixar de pagar créditos aos bancos no final do ano. Nos dados apresentados, no boletim estatístico do Banco de Portugal referentes ao mês de Novembro, verifica-se que quanto à habitação o incumprimento do crédito já alcançou os 1,982 milhões de euros; quanto ao consumo já ultrapassou os 1,300 milhões. Segundo dados apresentados pelo editor de economia da SIC: “O malparado subiu na habitação quase 1% entre Outubro e Novembro e quase 3% se compararmos Novembro com o mesmo mês de 2009. No crédito ao consumo o incumprimento aumentou 1,7% em termos mensais, mas disparou...

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Crédito ao consumo e publicidade camuflada

Hoje em dia, somos diariamente bombardeados com publicidade acerca de créditos. Mas, muitas vezes, esta publicidade torna-se tão aliciante que nos leva imediatamente a efectuar o nosso pedido. Este facto tem contribuído para o sobreendividamento dos portugueses. Na publicidade ao crédito, alguns detalhes encontram-se muitas vezes camuflados. Tenta-se destacar a facilidade e os preços baixos, escondendo a realidade do custo total do empréstimo. Várias instituições bancárias demonstraram mesmo irregularidades na aplicação das taxas, praticando valores não permitidos por lei em território nacional. A publicidade na televisão, revistas e afins leva o consumidor a pensar que o crédito não é caro. Os valores totais ou cláusulas importantes são geralmente apresentadas em letras de tamanhos reduzidos e de forma rápida (no caso da televisão), de forma a não atrair a atenção do leitor ou telespectador. A DECO (Defesa do Consumidor) alerta que cabe ao governo tomar medidas para evitar esta publicidade camuflada, pois os portugueses estão...

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