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Exigências no acesso ao crédito vão manter-se

Dados do Banco de Portugal revelam que, depois de em 2009 as instituições financeiras terem apertado os critérios na concessão de empréstimos a particulares, esta postura vai permanecer este ano, com os bancos a apresentarem as mesmas justificações.

O Banco de Portugal garante que as instituições bancárias vão continuar a apertar os critérios na concessão de crédito.

Como causas para esse aperto de crivos, os bancos apontam a deterioração de riscos detectados e o aumento no custo do capital.

Banca vai manter restrições elevadas na concessão de crédito

As condições para aceder a empréstimos foram apertadas no ano passado, muito devido à crise financeira e à recessão económica. Este ano e no próximo, apesar de se prever uma expansão da economia, o desemprego vai continuar alto e o risco elevado. Por isso, a banca deverá manter as restrições ao crédito elevadas.

Esta é a perspectiva do Banco de Portugal, divulgada no Boletim de Inverno, que prevê uma “regularização das condições de financiamento”, mas uma manutenção das restrições.

Crédito Automóvel – Mudar ajuda a poupar

Ter um automóvel significa na maior parte das vezes ter um financiamento ou crédito automóvel. Com as novas regras do crédito ao consumo que entram em vigor em Janeiro, significa também a possibilidade de ter acesso a juros mais atractivos e com isso ter poupanças consideráveis.

O Banco de Portugal definiu as taxas de juros máximas que poderão ser aplicadas nos empréstimos automóveis a partir de Janeiro. Estas taxas variam entre 8% e 16,10%, dependendo do tipo de contrato e de se é um veículo novo ou usado.

As taxas máximas que estarão em vigor em Janeiro disponíveis durante o primeiro trimestre:

Crédito Pessoal – Vale a pena mudar de banco

A partir de Janeiro os bancos vão ter limites nas taxas que poderão cobrar no crédito ao consumo. Os consumidores que pagam taxas muito elevadas devem fazer contas para perceber se vale a pena mudar de empréstimo. Se tem um crédito com um juro próximo de 30%, o melhor é começar a analisar outras propostas.

Crédito malparado diminuiu entre as famílias

O crédito malparado das famílias diminuiu, em Setembro, período em que houve um acréscimo dos empréstimos, ao mesmo tempo que diminuíram os saldos dos incumprimentos. No total, os particulares têm por pagar em crédito malparado 3,64 mil milhões de euros à banca, o que corresponde a 2,69% do total dos empréstimos.

Segundo os dados do Banco de Portugal, o peso do crédito malparado entre as famílias recuou de 2,78%, em Agosto, para 2,69%, em Setembro. Ainda assim, o cenário não é animador, com os incobráveis a situar-se em níveis de, pelo menos, uma década.

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