Banca vai manter restrições elevadas na concessão de crédito

As condições para aceder a empréstimos foram apertadas no ano passado, muito devido à crise financeira e à recessão económica. Este ano e no próximo, apesar de se prever uma expansão da economia, o desemprego vai continuar alto e o risco elevado. Por isso, a banca deverá manter as restrições ao crédito elevadas.

Esta é a perspectiva do Banco de Portugal, divulgada no Boletim de Inverno, que prevê uma “regularização das condições de financiamento”, mas uma manutenção das restrições.

“Apesar de se admitir uma progressiva regularização das condições de financiamento ao longo do horizonte de projecção, espera-se que as condições de concessão de crédito se mantenham em níveis mais exigentes do que os registados no período anterior à eclosão da crise financeira, nomeadamente devido à reavaliação do risco e à consequente utilização de critérios mais restritivos na concessão de crédito”, revela o supervisor.

E este

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Euribor a três meses atinge novo mínimo histórico

As taxas Euribor voltaram a descer na sessão de hoje, com a taxa a três meses a atingir um mínimo histórico. Estas taxas, que são os indexantes mais usados em Portugal no crédito à habitação, continuam assim a cair num altura em que se prevê que o BCE mantenha o preço do dinheiro em 1% até ao segundo semestre do ano.

A Euribor a três meses recuou hoje para 0,691%, a taxa a seis meses cedeu para 0,986% e a Euribor a 12 meses caiu para 1,242%.

Estas taxas continuam a cair e a negociar em mínimos históricos, a reflectir o actual nível de juros praticado na Zona Euro, que se encontra igualmente no nível mais baixo de sempre, em 1%.

As previsões apontam para que o BCE mantenha este nível de juro até ao segundo semestre do ano, altura em que deverá iniciar um

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DECO denuncia aumento do custo das comissões para crédito pessoal

O custo das comissões cobradas pelos bancos aumentou nos últimos cinco anos, representando nalguns casos mais 72% do que em 2004, denunciou a associação de consumidores DECO na última edição da revista Dinheiro & Direitos.

O estudo indica que os valores variam muito com os bancos e com o montante e prazo do crédito pessoal. Em Setembro de 2009, as comissões médias cobradas pelo empréstimo de 2.500, 5.000 e 10.000 euros eram de 85,60, 97,73 e 157,56 euros, respectivamente.

Segundo a DECO, estes valores representam aumentos de 45, 50 e 72 por cento relativamente às médias de Setembro de 2004.

A DECO critica ainda a variedade das designações das comissões para iniciar um empréstimo (entrada, abertura, dossiê ou contratação) e pede a uniformização da terminologia "para o consumidor não ser iludido)".

O estudo refere também que as comissões periódicas "nem sempre têm fundamento" e

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BCE não deve mexer nas taxas de juro

O FMI concorda com a estratégia que tem sido seguida pelo Banco Central Europeu (BCE) e com os sinais de que não tenciona mexer nas taxas de juro. Não é tempo de encarecer o crédito, frisa o economista-chefe da instituição para a Europa, até porque no horizonte não há nada que possa ser interpretado como uma ameaça à estabilidade dos preços.

Na gestão da política monetária, BCE “tem sido prudente, como sempre. Não tem sinalizado que irá retirar em breve flexibilidade à sua política monetária, e é assim que deve ser”, diz Marek Belka, referindo-se às taxas de juro de referências, que estão, desde Maio, fixadas no mínimo histórico de 1%.

O que é de esperar é a “retirada de algumas medidas monetárias não-convencionais quando a economia o permitir”, precisa o responsável do FMI, em alusão à flexibilidade extraordinária oferecida pelo BCE aos bancos em termos

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Prepare-se para a subida das taxas de juro

As taxas de juro estão em mínimos históricos, mas esta realidade está próxima de conhecer o seu fim. Apesar de se prever que o Banco Central Europeu (BCE) só volte a subir os juros no segundo semestre do ano, a verdade é que as Euribor, os indexantes mais usados no crédito à habitação, vão começar a subir antes. E, no final de 2010, deverão estar muito próximas dos 2%, o dobro do actual nível.

Este é, pelo menos, o cenário que está a ser traçado pelos próprios bancos. De acordo com as Forward Rate Agreement (FRA), que não são mais do que taxas de juro negociadas pela banca entre si para o futuro, a Euribor a seis meses deverá situar-se em torno dos 1,95%, em Dezembro de 2010. Este valor compara com o actual nível de juros, que se encontra em 0,9%. E qual é o impacto

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Crédito Automóvel – Mudar ajuda a poupar

Ter um automóvel significa na maior parte das vezes ter um financiamento ou crédito automóvel. Com as novas regras do crédito ao consumo que entram em vigor em Janeiro, significa também a possibilidade de ter acesso a juros mais atractivos e com isso ter poupanças consideráveis.

O Banco de Portugal definiu as taxas de juros máximas que poderão ser aplicadas nos empréstimos automóveis a partir de Janeiro. Estas taxas variam entre 8% e 16,10%, dependendo do tipo de contrato e de se é um veículo novo ou usado.

As taxas máximas que estarão em vigor em Janeiro disponíveis durante o primeiro trimestre:

  • ALD carros novos: TAEG média 6%; TAEG máxima 8%
  • ALD carros usados: TAEG média 7,70%; TAEG máxima 10,30%
  • Crédito com reserva de propriedade carros novos: TAEG média 8,60%; TAEG máxima 11,50%
  • Crédito com reserva de propriedade carros usados: TAEG média 12,10%; TAEG máxima 16,10%

Com

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