Deco destaca “espírito da Lei” do crédito à habitação para contradizer APB

A Deco discorda da visão do presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), quando António de Sousa diz que as novas regras do crédito à habitação podem vir a ser prejudiciais para os consumidores.

Em declarações à Lusa, o economista da Deco, João Fernandes – que já tinha considerado as alterações nos empréstimos para a casa de “interessantes e positivas” para o consumidor – disse hoje que a necessidade de clarificar o pacote de serviços e produtos financeiros a constar na nova Taxa Anual Efectiva Revista (TAER), como diz António de Sousa, “é uma falsa questão”.

Euribor a seis meses sobe pela quarta sessão consecutiva

As Euribor apresentaram, hoje, tendências opostas, com queda nas taxas de curto prazo, e um novo aumento nos juros a seis meses. A taxa interbancária mais utilizada como indexante nos contratos de crédito à habitação em Portugal valorizou pela quarta sessão consecutiva.

O indexante a seis meses apreciou 0,1 pontos base para se fixar nos 1,024%. É uma tendência positiva que se mantém desde quinta-feira, dia em que o Banco Central Europeu (BCE) manteve os juros no valor mais baixo de sempre, em 1%.

Famílias poupam até 2.600 euros com descida dos juros

Foi há um ano que as taxas do crédito à habitação começaram a cair, depois do recorde acima dos 5%. Desde então, o valor da prestação já caiu 40%.

Desde o início do ano, as famílias já pouparam mais de 2.000 euros, no acumulado, com os encargos com o crédito à habitação.

Euribor a 6 meses inalterada em vésperas de reunião do BCE

A Euribor a 6 meses, o indexante mais utilizado pelos portugueses no crédito à habitação, manteve-se hoje inalterada no mínimo histórico de 1,010 euros, na véspera da reunião dos membros do conselho de governadores do BCE para decisão dos juros.

As restantes taxas de juro que servem de referência aos empréstimos contraídos junto da banca, a Euribor a 3 meses e a 12 meses, voltaram a recuar na sessão de hoje.

A Euribor a 6 meses manteve-se nos 1,010 euros, enquanto a Euribor com maturidade mais curta, de 3 meses, desceu para os 0,740 euros, o nível mais baixo de sempre. Também a fixar um novo mínimo histórico esteve a Euribor a 12 meses, ao cair para 1,225 euros.

Limite dos juros no consumo só em 2010

Entra hoje em vigor a legislação que vai permitir ao Banco de Portugal regular as taxas de juro praticadas no crédito ao consumo. Contudo, só mais tarde, no final deste último trimestre, se saberão quais serão os limites dos juros praticados neste segmento. Mas só os contratos de crédito que forem celebrados a partir de Janeiro de 2010 é que vão beneficiar desta medida.

Em Junho foi publicado o Decreto-Lei nº 133/2009, que definiu que o Banco de Portugal passaria, a partir de 1 de Outubro, a divulgar a média das taxas de juro praticadas nos vários segmentos do crédito ao consumo, valores a partir dos quais seriam determinadas as taxas máximas que poderiam ser aplicadas pelas instituições. Sendo que as entidades financeiras só poderão praticar juros, no máximo, correspondentes a um terço das médias trimestrais, divulgadas pela entidade presidida por Vítor Constâncio.

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