Euribor a seis meses atinge novo mínimo histórico

As taxas Euribor continuam a cair, à excepção da taxa a três meses, que hoje ficou inalterada face à sessão de ontem. A tendência de queda mantém-se assim nos restantes prazos, com os indexantes mais usados em Portugal no crédito à habitação a renovarem mínimos históricos.

A Euribor a três meses permaneceu nos 0,714%, enquanto a taxa a seis meses desceu para 0,989% e a Euribor a 12 meses recuou para 1,224%.

Quem tem medo da subida dos juros?

A incerteza sobre como a economia vai reagir à retirada dos estímulos por parte dos governos e à inversão da política monetária pelos bancos centrais trouxe a ansiedade de volta às bolsas. Saiba o que esperam os analistas e qual o impacto que o regresso da subida dos juros pode ter nas acções, obrigações, depósitos e no crédito.

Governo avança com compensação fiscal e redução de prazos no reembolso no IVA

O Ministro das Finanças disse hoje que o Governo vai avançar com medidas fiscais já anunciadas, como a compensação entre débitos e créditos fiscais e a redução dos prazos de reembolso no IVA.

No debate do programa do Governo, depois de questionado pelos deputados, Teixeira dos Santos garantiu que o Executivo vai apresentar medidas de compensação fiscal, esclarecendo contudo que estas excluem a Segurança Social.

Ou seja, serão apenas alvo de compensação os créditos e os débitos dos contribuintes com o fisco. A criação de mecanismos de compensação fiscal entre os diversos impostos é uma das medidas que consta no Programado Governo.

Bancos podem bloquear cartões de crédito por risco de incumprimento

Os bancos vão passar a poder bloquear o cartão de crédito de um cliente sempre que considerem que houve um aumento significativo do risco de este não cumprir com as suas responsabilidades de pagamento.

A medida consta de uma directiva comunitária transposta para a legislação portuguesa que regula os serviços de pagamento na Zona Euro e que entrou ontem em vigor. Na prática, as instituições financeiras não podem ainda, contudo, começar a aplicá-la.

Novas regras no crédito à habitação representam custos adicionais para os clientes

O mediador do Crédito, João Amaral Tomaz, admitiu hoje que as novas regras do crédito à habitação possam implicar custos adicionais para os bancos e consequentemente para os clientes, mas considerou que isso não é da sua competência.

“Não tenciono estar particularmente atento a essa possibilidade”, disse Amaral Tomaz aos jornalistas à saída de uma audiência com o Presidente da República acrescentando que essa área “transcende o papel do mediador, que é o de facilitar o acesso ao crédito“.

O mediador reconheceu que a nova legislação obriga os bancos a uma maior exigência de informação aos clientes e que isso tem custos acrescidos, que podem vir a ser pagos pelos próprios clientes.

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