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CGD não aumentou “spreads” às empresas pois o crédito “é a primeira prioridade”

O presidente da CGD, Fernando Faria de Oliveira, garantiu hoje que, neste momento, o crédito a empresas, designadamente às pequenas médias empresas (PME), “é a primeira prioridade da Caixa”, sendo por isso que, nos últimos meses, decidiu não aumentar os “spreads” neste segmento.

Foi por isso mesmo que, nos últimos meses, o banco público optou por não aumentar os “spreads”, mesmo que isso implicasse prescindir de uma fatia de receitas de margem financeira.

Governo cria linha de crédito para sector agrícola e pecuário no valor de 50 milhões

O Conselho de Ministros aprovou hoje um decreto-lei que cria a linha de crédito para as empresas do sector agrícola e pecuário, no montante de 50 milhões de euros e que reforça a linha de crédito disponível para os sectores florestal e das agro-indústrias para 125 milhões de euros.

O comunicado emitido pelo Conselho de Ministros revela que este Decreto-Lei “permite o acesso das empresas do sector agrícola e pecuário, em condições mais favoráveis, a uma nova linha de crédito de 50 milhões de euros criada com juros bonificados”.

O diploma “destina-se especificamente ao sector agrícola e pecuário, de forma a facilitar o financiamento de operações de investimento, o reforço do fundo de maneio, a liquidação de dívidas ou reestruturação de créditos junto de instituições de crédito ou de fornecedores”, acrescenta a mesma fonte.

Taxas de juro implícitas nos créditos à habitação caem para novos mínimos

As taxas de juro implícitas nos contratos de crédito à habitação voltaram a cair, em Outubro, atingindo novos mínimos históricos. A descida destas taxas está a reflectir a queda das taxas Euribor, os indexantes mais usados no crédito à habitação em Portugal.

“Em Outubro de 2009, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação situou-se em 2,211%, inferior em 0,149 pontos percentuais (p.p.) à registada no mês anterior e menos 3,765 p.p. que no início do ano, correspondendo ao 10º mês consecutivo de redução”, realça o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A tendência de queda foi registada no conjunto dos prazos. Os contratos celebrados nos últimos três meses registaram uma descida de 0,094 p.p., para 2,277%, os celebrados nos últimos seis meses reduziram a taxa em 0,120 p.p. para 2,195% e os realizados nos últimos 12 meses viram os juros recuar 0,142 p.p. para 2,215%.

Crédito malparado diminuiu entre as famílias

O crédito malparado das famílias diminuiu, em Setembro, período em que houve um acréscimo dos empréstimos, ao mesmo tempo que diminuíram os saldos dos incumprimentos. No total, os particulares têm por pagar em crédito malparado 3,64 mil milhões de euros à banca, o que corresponde a 2,69% do total dos empréstimos.

Segundo os dados do Banco de Portugal, o peso do crédito malparado entre as famílias recuou de 2,78%, em Agosto, para 2,69%, em Setembro. Ainda assim, o cenário não é animador, com os incobráveis a situar-se em níveis de, pelo menos, uma década.

Empréstimos caem 18% no terceiro trimestre

Os empréstimos concedidos pelas instituições financeiras caíram 18% no terceiro trimestre, totalizando 1,12 mil milhões de euros, de acordo com os dados hoje divulgados pela Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC), que agrega 31 instituições.

Segundo os dados hoje divulgados, foram concedidos 1,12 mil milhões de euros em crédito às famílias e às empresas.

A quebra dos empréstimos foi transversal aos vários segmentos, com os consumidores a registarem uma descida de 22,7% nos créditos e nas empresas os financiamentos diminuíram em 17,3%, segundo os dados da ASFAC.

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