BCP assume gripe A como ameaça à actividade no segundo semestre

“O agravamento do cenário de ‘pandemia’ da gripe A poderá ter consequências quer no volume de negócios quer na qualidade de crédito dos clientes, afectando os proveitos totais, a qualidade da carteira de crédito e, por conseguinte, perturbando a condição financeira do banco”.

É desta forma que o Banco Comercial Português assume a propagação do vírus H1N1 como uma ameaça à actividade da instituição durante o segundo semestre deste ano, à semelhança da crise económica, de possíveis alterações regulamentares ou das investigações relacionadas com a actuação de antigos administradores.

No relatório e contas de 30 de Junho, no capítulo relativo aos principais riscos e incertezas no segundo semestre, o grupo liderado por Carlos Santos Ferreira explica de que forma a gripe A pode afectar o negócio.

O banco admite poder ser afectado devido ao “absentismo dos colaboradores” que venham a contrair a doença, mas também pelo “grau de incerteza” que pode “condicionar a confiança dos agentes”. Ou seja, se uma percentagem significativa da população contrair o vírus também haverá colaboradores e clientes doentes, o que afectará a capacidade de fazer negócio do BCP e da banca em geral.

In JornaldeNegocios.pt

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